clube dos poetas vivos

sexta-feira, agosto 05, 2005


Saciada de vazio

A língua gretada

Os lábios secos

Nenhuma sede


in O Mundo das Ostras - Eugénia Mata

quinta-feira, agosto 04, 2005

Desastrada!

Tinha logo de partir a minha própria fragilidade!

in O Mundo das Ostras - Eugénia Mata

quarta-feira, agosto 03, 2005

Enrugo farpas

Polvilho de vidro em pó as suaves lixas

E espero as novas ideias de Deus

Que é muito Criativo

Tenho os meus dias todos comigo

Lavados e enxutos

Na mala pronta

No hall de saída

Frente à porta principal

Há sempre um táxi que espera por mim

in O Mundo das Ostras - Eugénia Mata

terça-feira, agosto 02, 2005

Mãe Natureza

sexta-feira, julho 29, 2005

Esta manhã acordámos

matematicamente separados

Um e um

Não dois

Toda a noite te ouvi respirar perto

Não sei se dormias

Eu amassava insónia com lágrimas

Silenciosamente

Fique já escrito que eu fico com os Tupperwares todos

O vazio também é meu

E vou precisar de muitas caixas para o guardar


in O Mundo das Ostras - Eugénia Mata

quinta-feira, julho 28, 2005

segunda-feira, julho 25, 2005

 www.diegomanuel.com.ar












As camas deviam ser todas estreitas

têm a medida certa enquanto dura a paixão

e depois ficam amplas

sem ficarem vazias demais


in "O Mundo das Ostras" - Eugénia Mata