clube dos poetas vivos

terça-feira, julho 12, 2005

Presunção e Água Benta

A presunção é minha, mas como candidata à pré-beatificação (já tive sarampo, rubéola, às vezes tenho uns tremeliques, mas deve ser só nervoso-miudinho, asma e moro na Europa), sinto-me na obrigação de colaborar com as entidades eclesiásticas, na solução dos problemas que assolam a Cristandade.

Temos o velho problema dos infiéis. (Refiro-me aos seguidores de Alá, não aos que desrespeitam o Santíssimo Sacramento do Matrimónio...)

A solução meus senhores está na água benta, não tem nada que enganar!

E não inventei nada! Dentro da melhor tradição da Igreja, voltávamos a utilizar o método que tão bons resultados deu com os judeus, quando os transformámos voluntariamente à força em cristãos-novos. Lembram-se? Espalhavam-se uns quantos sacerdotes entre a multidão e lá se regavam a eito os semitas com água benta, depois dava-se um nome de hortaliça às criaturas (Silva, Pereira, Parreira, etc) e zás, eram cristãos... novos, mas cristãos!

Podíamos fazer agora o mesmo aos árabes, com a facilidade de termos outros meios tecnológicos ao nosso dispor!

Uns quantos aviões de combate aos incêndios, ou melhor ainda, daqueles que as grandes potências utilizam... desculpem queria dizer utilizaram para a guerra bacteriológica, com os tanques cheios de água benta e pronto! Era uma dupla benção: ficavam baptizados e provavelmente até agradeciam, porque coitaditos chuva é coisa que eles raramente vêem... era um novíssimo maná líquido!

Quanto à questão dos nomes, podíamos ser um pouco mais tolerantes desta vez e deixar a botânica em paz, só uns toquezitos, uns liftings... Começávamos pelo Osama Ben Laden, esse malandreco que faz tudo para chamar a atenção (e que vendo bem é o principal mentor da campanha de Beatificação da Humanidade), ficava Hossana Bem Ladrem! Por exemplo... Ao Sadamzito também se podia dar um jeito: ficava só Sam (sempre é mais íntimo e os americanos ficavam sensibilizados!)... O Mu’ammar al Kadhafi largava o Mu (que o homem não é da Mimosa nem da Primor!) e ficava Ammar Ka, muito mais amoroso e pronunciável!

São só uns exemplos, para terem uma ideia.

Se se portassem mal depois de baptizados... enfim nada de inquisições, o tio Torquemada já está no céu e depois os tempos são outros, já não podemos andar pr’aí a acender fogueiras, até porque já pedimos desculpa... bem, pensava-se nisso depois, havia de se arranjar qualquer coisa...

O que é que acham? Esta ideiazinha (ainda em esboço!) repescada à tradição vale quantos pontos na minha caderneta de Pré-Beatificação? Quem é amiga? Quem é?!